Risco de herpes zóster aumenta com a idade, mas vacina é eficaz

Felizmente a vacina que protege as crianças contra a catapora faz parte do calendário básico de saúde infantil. Mas para quem cresceu antes desse avanço e contraiu a doença quando pequeno, as chances de ter herpes zóster aumentam com a idade. O vírus se chama Varicela-zoster e pode atacar em qualquer faixa etária, mas é mais comum em pessoas a partir da meia-idade e com baixa imunidade (pacientes transplantados ou com HIV, por exemplo). Na faixa dos 80 anos, há 50% de possibilidade de desenvolver o quadro. Ele não abandona o organismo de quem teve catapora, é como se ficasse "adormecido" por anos ou décadas, mas está latente no gânglio nervoso ao lado da coluna. Não se sabe bem o que o ativa, mas, quando isso acontece, ele traça uma espécie de caminho do nervo até a pele.

Os primeiros sintomas podem ser formigamento e manchas vermelhas, podendo haver febre, dor de cabeça e uma sensação de mal-estar. Em seguida, surgem vesículas (com líquido dentro) que vão se agrupando numa erupção cutânea bastante dolorosa e que atinge um só lado do corpo, conhecida popularmente como "cobreiro". Nesta fase, o contato direto com as bolhas do doente pode transmitir catapora para alguém que nunca tenha tido a doença ou esteja com seu sistema imune comprometido. O pior é que a dor pode persistir mesmo depois do desaparecimento da erupção – por meses ou até mais tempo. Esta condição, cujo nome é neuralgia pós-herpética, está diretamente relacionada à idade do paciente: quanto mais velho, mais chances de sofrer com o problema. A dor é tanta que interfere nas atividades diárias, como vestir-se ou comer.

 

O tratamento deve ser iniciado o quanto antes, com antivirais e analgésicos que, embora não curem o herpes zóster, atenuam os sintomas. A higiene da área afetada é fundamental e nunca se deve coçar as bolhas, para evitar infecções e cicatrizes. É preciso atenção especial caso a erupção surja no rosto, porque pode atingir o olho, causando lesões na córnea. A vacina, indicada para quem tem mais de 50 anos, não está disponível na rede pública e o preço é salgado nas clínicas particulares: em torno de R$ 600. Vale mesmo para quem já teve a doença porque, embora seja raro, é possível ter um segundo ou até terceiro episódio.

 

Foto: Wikimedia Commons

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: G1 Globo.com - Texto por Mariza Tavares